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Hospital Galileu promove reencontro de mães hospitalizadas com filhos em ação especial

Programação em homenagem às mães contou com música, brindes, café da manhã e reencontros emocionantes

07/05/2022 às 16h11
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Reencontros repletos de emoções, músicas e lágrimas de alegrias marcaram a programação do Dia das Mães do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém, neste ano. A unidade, referência em traumo-ortopedia do Governo do Pará, organizou uma série de ações em homenagem às mães hospitalizadas e às que trabalham na instituição. Entre as canções, os brindes e um café da manhã especial, o que roubou, de fato, a atenção, foi a surpresa dos filhos às mães acamadas. 

Para Sandra Maria, de 41 anos, esse Dia das Mães será diferente, mais cheio de esperança e de fé. Hospitalizada no Galileu desde o dia 10 de abril, ela ainda não tem data prevista para voltar para casa. A secretária fraturou o braço esquerdo e teve de ser operada. De família grande e mãe de dois filhos, ela é acostumada a estar ao redor de uma mesa farta, cercada de amigos e parentes em datas comemorativas.

Mas, longe de casa às vésperas do Dia das Mães, o coração de Sandra Maria estava apertado de tanta saudade. Porém, o que ela não esperava era ver o seu filho caçula e abraçá-lo no Hospital. Enquanto os músicos faziam uma visita às enfermarias do Galileu, chegava Adriano Araújo, de 16 anos, que estava há quase um mês sem ver a mãe. Sandra não conteve a emoção, chorou, gritou e em voz alta, agradeceu a Deus pelo momento inesperado.

“Eu não sei como agradecer. Estou muito feliz. Meu maior presente são meus filhos. Estava com muita saudade e angustiada por estar longe deles. É o primeiro Dia das Mães fora de casa, sem abraçar e estar ao lado da minha família. Para completar, também será o primeiro ano sem a minha mãe. Mas tenho fé que logo estarei em casa”, disse, emocionada.

O caçula também não guardou as lágrimas e se emocionou com a reação da mãe. “Estou muito feliz. A alegria dela é a nossa alegria. Quando o hospital me ligou, dizendo que poderíamos fazer essa visita, junto à programação do Dia das Mães, não aguentei tanta ansiedade para estar aqui e abraçar minha mãe. Estou feliz e agradecido”, comentou Adriano, que por ser menor de idade, teve de fazer a visita acompanhando do primo, André Matheus. “A tia Sandra é uma mãe de todos. Ela merece”, enfatizou o primo.

Quem também ficou surpresa ao ver a filha no Hospital foi Clenilda Abreu, de 31 anos. A auxiliar de merendeira foi surpreendida com um inchaço no tornozelo esquerdo, e, de uma hora para outra, precisou passar por uma cirurgia. Ela não tem previsão de retorno para casa. “Minha filha tem apenas 8 anos de idade. Fico muito preocupada, triste com a distância e com saudades, mesmo sabendo que ela está sendo bem cuidada pela minha irmã”, contou.

Moradora do município de Cachoeira do Arari, na região do Marajó, Clenilda teve de ficar hospedada na casa da irmã, na capital, para fazer o tratamento de saúde. “Não esperava que o Hospital Galileu fosse fazer uma surpresa dessa. De se preocupar com a gente e de ter esse cuidado com as mães que têm filhos menores de idade e não podem ficar acompanhando. Agora, vou esperar minha recuperação com mais vontade de voltar e ficar ao lado da minha família”, parabenizou.

Humanização

A programação é uma iniciativa do setor de Humanização do Galileu, em conjunto com a Assistência Social. “Para este Dia das Mães, a unidade preparou uma série de atividades. Trouxemos músicos voluntários para levar alegria às enfermarias, fizemos a entrega de brindes às colaboradoras mães, e o mais importante: estreitamos laços. Conseguimos trazer ao hospital, alguns filhos que há tempos não viam suas mães que estão hospitalizadas”, detalhou Anne Segovia, coordenadora de Humanização.

Uma das voluntárias que levou alegria durante a programação, foi Deborah Oliveira. “Canto nas igrejas e em ações sociais. Escolhemos um repertório para trazer fé, paz, e alento aos corações dessas mães que estão hospitalizadas. A música também traz felicidade, lembranças e reflexões”, disse.

“A unidade do Governo do Estado do Pará é considerada como retaguarda de vítimas de traumas. Por isso, temos diversos pacientes de longa permanência que passam por tratamentos cirúrgicos, de reabilitação e estão mais de mês hospitalizados. Assim, a unidade preza por implantar projetos de Humanização, como forma de mostrar aos pacientes o quanto eles são importantes”, frisou o diretor executivo do Galileu, Alexandre Reis.

 

Serviço

O Hospital Galileu é uma unidade pública, localizada na avenida Mário Covas, na Grande Belém. A instituição é administrada pelo Instituto de Saúde e Social da Amazônia – ISSAA, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade também é referência em alongamento e reconstrução óssea, cirurgia de traquéia e urologia.

Texto:Roberta Paraense/Ascom Hospital Galileu

Por Governo do Pará (SECOM)
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